domingo, 28 de fevereiro de 2010

As obrigações legais das igrejas

É vital registrar que para o ordenamento jurídico brasileiro, a Igreja - Organização Religiosa - de qualquer confissão de fé, é pessoa jurídica de direito privado, como disciplinado no Código Civil brasileiro, e sua diretoria responde, inclusive, judicialmente pelos danos causados a instituição, aos membros, e a terceiros, independente de ter havido culpa (ação involuntária) ou dolo (ato intencional) pelo agente, eis que, desde a Constituição Federal de 1988, graças a Deus, vivemos em um Estado Democrático de Direito.

Assim, o Poder Judiciário, em nome da sociedade civil, ao ser provocado pelos interessados, intervêm em questões, nas quais não só pode como devem agir para restabelecer o equilíbrio das relações sociais, coibindo os excessos ou mesmo abusos no exercício de direitos, com base no ordenamento jurídico brasileiro, ainda que envolvendo Organizações Religiosas.

Esta intervenção, exatamente pela laicidade vigente em nosso país, como contido na proposição bíblica da separação da Igreja-Estado, “Dar a César o que de César e a Deus o que de Deus”, é assegurada na Carta Magna, eis que o Estado brasileiro não possui religião oficial, estando vedado constitucionalmente ajudar ou prejudicar em questões de religiosidade, espiritualidade ou de fé.

Por isso, por exemplo, o Estado, seja através do poder executivo, legislativo ou judiciário, não pode intervir com relação à eleição e/ou nomeação dos oficiais da Igreja, sejam seus apóstolos, bispos, pastores, ministros, presbíteros, diáconos, evangelistas etc, para os quais não existe qualquer regramento legal, tendo a Organização Religiosa toda a autoridade de estabelecer os critérios para o exercício destas funções religiosas.

Entretanto, é necessário que a Igreja, ao efetivar o batismo de uma criança, receba de seus pais a autorização por escrito para realizar a cerimônia, especialmente nas Igrejas que possuem cadastro de membros. Eis que o menor até 16 anos é civilmente incapaz, e o maior de 16 e menor de 18 anos é relativamente capaz para quaisquer atos da vida civil, e o batismo, em que pese ser um ato religioso, na maioria das Igrejas também representa uma forma de entrada no rol de membros, onde o menor se torna um associado eclesiástico, o que para lei civil também é a assunção de um compromisso civil, para o qual ele não está legalmente habilitado, portanto necessitando de expressa permissão de seus responsáveis legais, os quais devem respeitar a opção religiosa da criança, como contido no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Destacamos, para exemplificação algumas áreas e aspectos legais nas quais as Igrejas estão obrigadas a respeitar, tais como quaisquer organizações associativas, como a civil: orientar que menores de 18 anos não participam de assembléias deliberativas, votando ou sendo votados, inclusive, para quaisquer cargos de diretoria estatutária, conselho fiscal, conselho de ética etc; estatutária: ter seu Estatuto Social averbado no Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, que é uma espécie de Certidão de Nascimento da Organização Religiosa o qual possibilita o cumprimento de deveres e o exercício de direitos, inclusive na obtenção de seu CNPJ - Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas na Receita Federal; associativa: os membros devem possuir um exemplar do Estatuto Social, onde constam seus direitos e deveres, formas de admissão e desligamento de membros, sendo que a exclusão de membros deve ser precedida de procedimento, preferencialmente encaminhado por um Conselho de Ética, que assegure a presunção de inocência, a ampla defesa, o devido processo legal, o contraditório e o direito a recurso, sob pena de reintegração por descumprimento estatutário e processo de dano moral por exposição vexatória etc.

E, ainda, outras, como a tributária: reconhecimento à imunidade da Pessoa Jurídica, com relação a impostos, e obrigatoriedade de apresentar declaração de imposto anual, além de reter e recolher ao Fisco o tributo devido pelo pastor, ministros e funcionários; trabalhista: registrar a Carteira de Trabalho dos seus prestadores de serviço, pagando seus direitos em dia etc; previdenciária: quitar mensalmente com as contribuições sociais de seus empregados, e, facultativamente de seus pastores e ministros etc; administrativa: respeito às atribuições dos diretores estatutários - presidente, vice-presidente, secretários, tesoureiros, conselho fiscal, conselho de ética - no cumprimento de suas funções, manutenção dos livros de atas das assembléias etc.

E, finalmente, mais algumas, como a criminal: evitar e inibir a pratica de ilícitos penais, por sua liderança ou fiéis, tais como a prática do charlatanismo, financeira: abster-se de expor, de forma vexatória, lista pública de contribuintes ou não, prestação de contas das contribuições recebidas, sendo recomendável a instituição de um Conselho Fiscal, para a apresentação de balanços contábeis periódicos aos membros; imobiliária: utilizar imóvel para culto devidamente documentado, realizar mutirão para construção dentro das normas legais, reunir-se em local que possua “habite-se” de sua construção da prefeitura municipal, vistoria do corpo de bombeiros etc; responsabilidade civil: manutenção de instalações de alvenaria, elétricas, hidráulicas em bom estado de conservação, extintores de incêndio, saídas de emergências etc, se possível, possuir seguro contra incêndio e acidentes no templo e dependências da Igreja, além da obrigação moral e espiritual, relativa aos ministros que devem ser sustentados condignamente através dos rendimentos eclesiásticos.

Daí a importância das Igrejas Evangélicas, usufruírem o direito de auto-regulamentação, como disciplinado no Código Civil brasileiro, em que pese, para as Organizações Religiosas não haver prazo obrigatório, exatamente porque os estatutos que regem as Igrejas foram elaborados com base em diversos preceitos jurídicos que foram revogados, é indispensável efetivar-se a adequação do Estatuto Social à nova Ordem Jurídica Vigente.

As Igrejas, que tem contribuído na formação de bons crentes, necessitam contribuir decisivamente para a formação de bons cidadãos, para que também sejam exemplos dos fiéis nos cumprimento das Leis de César, que é o Estado, respeitado o prisma da dignidade da pessoa humana, eis que o cristão é cidadão de duas pátrias a “celeste” e a “terrestre”.

“Porque os magistrados são instrumentos da justiça de Deus [...]” Rm. 13:3,4

Gilberto Garcia
Publicado em 30.08.2006
Site: www.institutojetro.com

Checklist de Risco:Trabalhista

Este checklist faz parte de uma série que iniciou com o artigo Saiba que riscos estão rondando a sua igreja.

Quais são os riscos possíveis na área trabalhista de uma organização cristã? Multas e juros em caso de tributos, indenizações e desgaste em caso de ações trabalhistas. As organizações cristãs estão sujeitas à mesma legislação que as empresas, inclusive no que se refere às obrigações trabalhistas. Portanto, é necessário certo cuidado ao contratar empregados. Há que se fazer o registro do empregado, recolher os impostos, prestar informações aos órgãos fiscalizadores, cumprir prazos e documentar-se a fim de ter sustentação para uma possível fiscalização ou ação judicial. Imprima e preencha este questionário e conheça a situação de risco de sua igreja ou organização.

1) Os empregados que trabalham para a igreja ou ministério estão devidamente registrados?

( ) sim - 1 ponto
( ) a maioria - 2 pontos
( ) alguns - 3 pontos
( ) não - 4 pontos

2) Os pastores estão inscritos na previdência e efetuando regularmente os seus recolhimentos?

( ) sim - 1 ponto
( ) não - 4 pontos

3) Os recolhimentos da previdência dos empregados são feitos mensalmente?

( ) sim - 1 ponto
( ) não - 4 pontos

4) Os recolhimentos de FGTS dos empregados são feitos mensalmente (SEFIP)?

( ) sim - 1 ponto
( ) não - 4 pontos

5) A RAIS está sendo entregue anualmente?

( ) sim - 1 ponto
( ) não - 4 pontos

6) O CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) está sendo entregue mensalmente?

( ) sim - 1 ponto
( ) não - 4 pontos

7) O Termo de Serviço Voluntário é conhecido e/ou utilizado em sua igreja?

( ) sim - 1 ponto
( ) não - 4 pontos

Faça a somatória dos pontos e identifique o risco:

7 pontos: risco baixo. Todos os cuidados com os riscos listados estão sendo tomados.
Entre 8 a 17: risco médio. A organização deve procurar um especialista na área trabalhista para regularizar as ações que estão em desacordo com as normas vigentes.
Acima de 17: risco alto. A organização deve rever com urgência os procedimentos e cobrar do encarregado pela área as providências cabíveis. A organização pode já estar sendo responsabilizada por perda ou possibilidade de dano.

Este checklist continua com o artigo sobre a área de contabilidade. Clique aqui para acessar.

Geneci Cardoso Bueno
Publicado em 13.10.2006
Site: www.institutojetro.com

Checklist de risco: Contabilidade

Este checklist faz parte de uma série que iniciou com o artigo Saiba que riscos estão rondando a sua igreja.

Existe uma ligação histórica que poucos conhecem entre a Igreja e a contabilidade. Esta história, embora não ligada institucionalmente à igreja, teve por personagem um frei consagrado como o pai da contabilidade. Foi no final do século XV, mais precisamente em 1494, portanto antes da Reforma, quando foi publicado o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Paciolo, enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.

O religioso era conhecido por ser um brilhante matemático e chegou a influenciar seu contemporâneo Leonardo da Vinci. Alguns dizem que na época que, quando trabalhou com o próspero comerciante judeu Antonio Rompiasi, Paciolo poderia ter sido recomendado para desenvolver um sistema de cálculos que pudesse orientar os negócios, para a tomada de decisões. Com este objetivo nasceria a metodologia de partidas dobradas (débito/crédito) sobre a qual toda a teoria contábil estaria baseada.

Dessa forma, a contabilidade nasceu com o objetivo de ser instrumento para a avaliação e tomada de decisões, para atender o (1) empreendedor. Seu sucesso imediato fez com que os (2) banqueiros obrigassem seus credores a tal metodologia a fim de conhecer melhor a saúde financeira e dos negócios de seus clientes. O método foi tão eficaz que os (3) Governos passaram a obrigar seus contribuintes com a finalidade de melhorar sua arrecadação de impostos. Moral da história: a contabilidade passou a ser vista como uma obrigação fiscal.

Sob o ponto de vista da Igreja nos dias de hoje, a contabilidade tem algumas finalidades fundamentais: (1) atendimento das obrigações perante o Governo; (2) transparência e prestação de contas dos líderes das decisões que tomar com os recursos (mordomia); (3) base para avaliação da situação atual e tomada de decisões necessárias aos desafios cotidianos.

Em continuidade do checklist para avaliação dos riscos, abaixo seguem algumas perguntas básicas para uma primeira avaliação do estado atual da contabilidade de sua igreja ou organização cristã:

1) A contabilidade da Igreja está sendo feita mensalmente
( ) Sim - 1 ponto
( ) A maioria das vezes - 2 pontos
( ) Alguns meses - 3 pontos
( ) Não - 4 pontos

2) A entrega da DIPJ está sendo feita anualmente, por contador habilitado
( ) Sim - 1 ponto
( ) Quase todos os anos - 2 pontos
( ) Alguns anos - 3 pontos
( ) Não - 4 pontos

3) Os documentos que fundamentam a escrituração são válidos ( notas fiscais, recibos, contratos )
( ) Sim - 1 ponto
( ) A maioria - 2 pontos
( ) Alguns - 3 pontos
( ) Não há documentação - 4 pontos

4) Existe um arquivo organizado de todos os documentos contábeis dos últimos 5 anos
( ) Sim - 1 ponto
( ) Grande parte - 2 pontos
( ) Alguns - 3 pontos
( ) Não estão guardados - 4 pontos

5) Os documentos relativos a previdência estão em boa guarda por 10 anos
( ) Sim - 1 ponto
( ) Grande parte - 2 pontos
( ) Alguns - 3 pontos
( ) Não estão guardados - 4 pontos

6) O plano de contas está estruturado de tal maneira que não configure atividade comercial
( ) Sim - 1 ponto
( ) Grande parte - 2 pontos
( ) Aspecto não observado - 3 pontos
( ) Não - 4 pontos

7) Existe um conselho fiscal para aprovação das contas (balanço)
( ) Sim - 1 ponto
( ) Existe o conselho fiscal, mas não aprova as contas - 2 pontos
( ) Não - 4 pontos

Faça a somatória dos pontos e identifique o risco:

7 pontos: risco baixo. Todos os cuidados com os riscos listados estão sendo tomados.
Entre 8 a 17: risco médio. A organização deve procurar um especialista na área contábil para regularizar as ações que estão em desacordo com as normas vigentes.
Acima de 17: risco alto. A organização deve rever com urgência os procedimentos e cobrar do encarregado pela área as providências cabíveis. A organização já pode estar sendo responsabilizada por perda ou possibilidade de dano.

Este checklist continua com o artigo sobre a área de responsabilidade civil. Clique aqui para acessar.

Rodolfo Garcia Montosa
Publicado em 25.10.2006
Site: www.institutojetro.com

Checklist de Risco: Finanças

Este checklist faz parte de uma série que iniciou com o artigo Saiba que riscos estão rondando a sua igreja.

Temos muita facilidade em pregar sobre a importância de sermos servos, mas nem sempre ensinamos com a devida profundidade sobre o ser mordomo. O que um mordomo faz? Em síntese, cuida dos recursos de seu Senhor. Não para si mesmo, mas direcionando suas decisões aos interesses de seu Senhor.

Neste aspecto, a área financeira de uma Igreja torna-se muito importante. Infelizmente, poucos exercem estas responsabilidades com o devido zelo, prudência e habilidade.

O presente checklist tem por objetivo ajudá-lo a avaliar a área financeira da Igreja objetivando ajustes que se façam necessários.

1 - O recebimento e a contagem de dízimos e ofertas durante os trabalhos da Igreja são feitos por pessoas:
( ) Por mais de uma pessoa de absoluta confiança com muito tempo no ministério – 1 ponto
( ) Por mais de uma pessoa de confiança, sem preocupar-me se está há muito tempo no ministério – 2 pontos
( ) Por mais de uma pessoa disponível no momento – 3 pontos
( ) Por uma única pessoa – 4 pontos

2 - Após a contagem dos valores recebidos é feito um relatório do total assinado pelos coletores:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

3 - Os recursos são depositados em um cofre do tipo “boca de lobo” para serem retirados no dia seguinte:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

4 - Os depósitos são efetuados no primeiro dia útil subseqüente à coleta:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

5 - Existe conferência dos depósitos feitos com o relatório do dia da coleta:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

6 - São enviados relatórios periódicos aos contribuintes que se identificam de forma a dar transparência e permitir que o próprio contribuinte confira seus valores:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

7 - Os pagamentos são feitos através de cheques assinados por duas pessoas em conjunto:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

8 - Uma das pessoas que assina costuma deixar alguns cheques em branco assinados:
( ) Nunca – 1 ponto
( ) Raramente – 2 pontos
( ) A maioria das vezes – 3 pontos
( ) Sempre – 4 pontos

9 - Existe definição de limites de autonomia para pagamentos e tais limites são respeitados:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

10 - Existe orçamento de entradas e saídas e tal orçamento orienta a contratação das despesas:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

11 - Existe provisão de caixa para a formação de uma reserva técnica de no mínimo um mês de despesas:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

12 - As despesas com pessoal estão abaixo de 60% do total de despesas:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

13 - Os investimentos com imobilizado estão abaixo de 20%:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

14 - As despesas estão abaixo das receitas mensais:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

15 - Campanhas financeiras têm sido feitas de forma planejada ao longo de períodos de forma a não pesar muito sobre o povo:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

16 - As receitas da Igreja provém em mais de 60% de dizimistas fiéis:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

17 - A contribuição com Missões atinge no mínimo 10% das receitas:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

18 - Todas as obrigações previdenciárias, fiscais, trabalhistas e contratuais são pagas em dia:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

19 - Reuniões periódicas são feitas com finalidade específica de analisar a situação financeira da Igreja:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

20 - Existe uma prestação de contas anual, com relatórios examinados por um Conselho Fiscal que os aprova:
( ) Sempre – 1 ponto
( ) A maioria das vezes – 2 pontos
( ) Raramente – 3 pontos
( ) Nunca – 4 pontos

Faça a somatória dos pontos e identifique o risco:

Até 26 pontos: risco baixo. Os cuidados básicos com os riscos relacionados aos cuidados, organização, controle e prestação de contas na área financeira estão sendo tomados.
Entre 27 e 45: risco médio. A organização deve procurar um especialista na área para regularizar as ações que estão em desacordo com as boas práticas da mordomia e do zelo com as finanças.
Acima de 46: risco alto. A organização deve rever com urgência os procedimentos e processos e deve cobrar do encarregado pela área financeira as providências cabíveis. A organização já pode estar sendo responsabilizada por perda ou possibilidade de dano.


Rodolfo Garcia Montosa
Publicado em 06.12.2006
Site: www.institutojetro.com

Adventismo

Adventismo O termo "Adventismo" vem da palavra advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") a crença na segunda vinda de Jesus à Terra. Este movimento surgiu após a interpretação bíblica de Guilherme Miller onde acreditava que profecias da Bíblia ("As 2.300 Tardes e Manhãs" "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá..." Apocalipse 1:7) se cumpriria na década de 1840, gerando o Movimento Millerita.

Índice [esconder]
1 Origens
2 Doutrina
3 Classificação de Grupos
3.1 Adventistas Dominicais
3.2 Adventistas Sabatinos
3.3 Estudantes da Bíblia
4 Notas e referências


[editar] Origens
A fundação do adventismo está associada a um período de efervescência religiosa nos Estados Unidos no final do século XVIII e primeira metade do século XIX, no nordeste dos Estados Unidos. Deste modo, o surgimento das Sociedades Bíblicas, o não conformismo com o sistema religioso estabelecido, reuniões de reavivamento (revivals), o estilo evangelístico e proselitista de religião permitiram o surgimento do movimento baseado na interpretação das profecias do Livro de Daniel 7 e 8 por Guilherme Miller e outros líderes religiosos estabelecendo o fim do mundo e o retorno de Jesus Cristo para 1844.

Pessoas de várias denominações religiosas aderiram a este movimento religioso, embora o mesmo não tivesse uma organização eclesiástica formal, e tivesse pessoas das mais diferentes vertentes protestantes. Após o que ficou conhecido como O Grande Desapontamento, o grupo se dispersou em outros menores. Alguns destes grupos permaneceram marcando datas posteriores para o retorno de Cristo. Outros nunca mais demonstraram nenhum interesse por qualquer tipo de religião. Alguns voltaram para suas denominações de origem e se desculparam com os líderes, que em muitos casos, os haviam expulsado um pouco antes. [1] [2][3]

Depois de uma reavaliação dos estudos de Miller, alguns desses grupos menores reavaliaram as profecias e deram uma nova interpretação ao retorno de Cristo, surgindo grupos como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, as Igrejas de Deus Adventistas, a Igreja Cristã do Advento e o movimento dos Estudantes da Bíblia. Em comum retiveram o senso da iminência da volta de Jesus Cristo.

[editar] Doutrina
A doutrina adventista é baseada no iminente retorno glorioso de Jesus Cristo. A sua missão é a pregação dessa mensagem a todo o mundo.

Há diversos grupos adventistas e com consequentes variações em certos pontos doutrinários peculiares, alguns creem no sono da alma entre a morte e a ressureição, outros incluem a guarda do sábado, regulação dietária, juízo investigativo, aniquilação da alma dos pecadores e outras doutrinas baseadas na hermenêutica adventista da Bíblia.

[editar] Classificação de Grupos
Depois Conferência de Albany em 1845, onde 61 delegados compareceram, foi organizada a Associação Milenial Americana (American Millennial Association). Todavia não foi possível uma concordância doutrinária e nos subsequentes anos foram formando denominações dissidentes da Associação Milenial Americana.

[editar] Adventistas Dominicais
Igreja Evangélica Adventista (Evangelical Adventist Church) - organizada em 1845, é a instituição herdeira da Associação Milenial Americana. Acredita na consciência da alma após a morte e que os justos ressucitarão primeiro, depois haverá um julgamento dos ímpios e a condenação desses no fogo eterno. Virtualmente extiguiu-se nos Estados Unidos depois de 1916.
Igreja Cristã do Advento (Advent Christian Church) - acredita na imortalidade condicional da alma e na aniquilação dos ímpios.
União do Advento e Vida (Life and Advent Union) - fundada por George Storrs em 1863, uniu-se com a Igreja Cristã do Advento em 1964.
[editar] Adventistas Sabatinos
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento de Reforma
Igreja Adventista da Promessa (pentecostal)
Igreja Adventista Brasileira
Igreja Cristã Bíblica Adventista (unitariana)
Igrejas de Deus
Conferência Geral da Igreja de Deus
Igreja de Deus do Sétimo Dia
[editar] Estudantes da Bíblia
Testemunhas de Jeová
Instituto Bíblico Pastoral
Associação dos Estudantes da Bíblia Aurora
|Estudantes da Bíblia Associados
[editar] Notas e referências
↑ Maxwell, Mervyn - História do Adventismo, CPB
↑ Maxwell, Mervyn - Magnificent Disappointment : What Really Happened in 1844...and Its Meaning for Today, Adventist Book Center New Jersey
↑ Douglass, Herbert E. - A Mensageira do Senhor, CPB
Melton, J.G. The Enciclopaedia of American Religions. California, 1996.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Adventismo. Acesso em: 28/02/2010, às 12:25 hrs.

As 28 doutrinas da igreja adventista

As 28 Doutrinas Fundamentais da Igreja Adventista são basicamente suas crenças para sua estruturação como instituição religiosa. Contudo, os adventistas do sétimo dia (IASD) aceitam a Bíblia como seu único credo, por isso são baseadas exclusiva e unicamente na Bíblia. Baseados nela, foram instituídas as Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia.

Essas doutrinas são divididas em seis blocos: doutrina de Deus, doutrina do Homem, doutrina da Salvação, doutrina da Igreja, doutrina da Vida Cristã e doutrina dos Últimos Eventos. Todas elas são apresentadas em textos bíblicos.

Índice [esconder]
1 A História das 27 Doutrinas
2 As Doutrinas em Detalhe[3]
3 Doutrinas de Deus
3.1 Capítulo 1 - As Escrituras Sagradas
3.2 Capítulo 2 - A Trindade
3.3 Capítulo 3 - Deus Pai
3.4 Capítulo 4 - Deus Filho
3.5 Capítulo 5 - Deus Espirito Santo
3.6 Capítulo 6 - A Criação
4 Doutrinas do Homem
4.1 Capítulo 7 - A Natureza do Homem
4.2 Capítulo 8 - O Grande Conflito
4.3 Capítulo 9 - Vida, Morte e Ressurreição de Cristo
5 Doutrinas da Salvação
5.1 Capítulo 10 - A Experiência da Salvação
5.2 Capítulo 11 - A Igreja
6 Doutrinas da Igreja
6.1 Capítulo 12 - O Remanescente e Sua Missão
6.2 Capítulo 13 - Unidade no Corpo de Cristo
6.3 Capítulo 14 - O Batismo
7 Doutrinas da vida cristã
7.1 Capítulo 15 - A Ceia do Senhor
7.2 Capítulo 16 - Dons e Ministérios Espirituais
7.3 Capítulo 17 - O Dom de Profecia
7.4 Capítulo 18 - A Lei de Deus
7.5 Capítulo 19 - O Sábado
7.6 Capítulo 20 - Mordomia
7.7 Capítulo 21 - Conduta Cristã
7.8 Capítulo 22 - Matrimônio e Família
7.9 Capítulo 23 - O Ministério de Cristo no Santuário Celestial
7.10 Capítulo 24 - A Segunda Vinda de Cristo
7.11 Capítulo 25 - Morte e Ressurreição
7.12 Capítulo 26 - O Milênio e o Fim do Pecado
7.13 Capítulo 27 - A Nova Terra
8 Considerações Finais
9 Ligações externas
10 Veja Também
11 Referências


[editar] A História das 27 Doutrinas
A igreja adventista, partiu para a constituição de suas doutrinas, do princípio que a "Bíblia é a única regra de fé e prática". Após 2 anos do Dia do Grande Desapontamento, ocorreu a guarda do Sábado com seus primeiros líderes e somente 4 anos mais tarde a primeira grande reunião dos "adventistas guardadores do Sábado", em 20-21 de abril em Rocky Hill, Connecticut. Foi estabelecido o sistema de dízimos e ofertas, em 1859. E 19 anos depois, em 1863 começou a haver um concordancia sobre a reforma de saúde, a abstinência do álcool e fumo e distinção entre animais limpos e imundos, baseados na biblia. E em 1888 vemos claramente o credo na justificação pela fé como forma de salvação, e definição do papel da Lei e da Graça de Deus na vida cristã.

Já 1889 ocorreu a primeira publicação dos "Princípios Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia" [1] no Anuário da organização, e consistia em 28 artigos que eram uma revisão e expansão das declarações de Uriah Smith em 1872. Em 1931 a declaração de crenças fundamentais foi reeditada por 3 razões principais: 1) A ausência de novas declarações após 1914 dava a falsa impressão que a IASD não tinha doutrinas especificadas ou definidas para as outras denominações; 2) Uma requisição formal da Divisão Africana por uma declaração que especificasse melhor a governos quais são as crenças da IASD. Esta declaração permaneceu até 1980. Em 1946 a Associação Geral votou que nenhuma revisão das declarações de crenças fundamentais deveria ser feita, a não ser em uma reunião da Associação Geral. Em 1980 foi a primeira vez em que foram votadas em uma reunião da Associação Geral as crenças fundamentais da IASD. http://ast.gc.adventist.org/

Quanto a doutrina da Trindade, que só apareceu nos anuários a partir de 1931 e votada oficialmente em 1980, os principais líderes pioneiros da igreja sempre foram contrários. Eles escreveram a esse respeito em um dos principais veículos adventistas da época - The Review and Herald. [2]

[editar] As Doutrinas em Detalhe[3]
As doutrinas estabelecidas até hoje podem ser alteradas e revisadas quando a igreja, através de uma assembléia geral inspirada pelo Espirito Santo, encontrar uma linguagem que melhor expresse essas doutrinas ou até mesmo uma nova descoberta aprofundada das escrituras sagradas.

[editar] Doutrinas de Deus
As doutrinas sobre a crença, natureza e atributos de Deus são as seguintes:

[editar] Capítulo 1 - As Escrituras Sagradas
O antigo e novo testamento constituem as escrituras sagradas e representam a palavra de Deus escrita, e a inspiração do Espírito Santo através de homens santos que falaram e escreveram em nome de Deus. Na bíblia, DEUS nos deixou seu plano de salvação, e revelou sua vontade. Nela estão escritos os atos fidedignos de Deus na historia do mundo.

Os adventistas do sétimo dia creem que a Bíblia é a única regra de fé confiável e infalível, pois é a Palavra e também a vontade do Criador,revelada aos profetas e servos de Deus no passado (Hebreu 1:1 e 1ª Pedro 1:10 a 13), os quais foram inspirados pelo Espírito Santo de Deus a escrevê-la em em linguagem humana (2ª Pedro 1:19 a 21). Por isso tudo da Palavra de Deus tem os seguintes (e outros) atributos à nossa vida:

Ser a verdade em nossa verdade (Jo 17:17).
É eterna
Nos dar a vida eterna (João 5:39).
Testificar de Cristo (João 5:39).
Ensinar, corrigir, instruir na justiça, etc (2ª Timóteo 3:16).
[editar] Capítulo 2 - A Trindade
Representa uma unidade de três pessoas coeternas, existentes nas pessoas de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espirito Santo. Ambos são dignos de culto, de adoração e de prestigio por toda a criação.

[editar] Capítulo 3 - Deus Pai
É o criador, originador, mantenedor de todo criação. Nos ama com muita fidelidade. Tudo que faz esta em completa harmonia com seu filho Jesus Cristo e o Espirito Santo, e os poderes e adjetivos neles apresentados também são manifestos em Deus Pai.

[editar] Capítulo 4 - Deus Filho
É o filho eterno de Deus (Pai). Deus filho desceu ao mundo como Jesus Cristo. Deus filho é nosso intercessor perante Deus, o justo juiz. Foi conhecibo como humano pelo Espirito Santo e nasceu da virgem Maria. Viveu como humano e experimentou todo tipo de tentação que nos enfrentamos. Morreu, ressuscitou e prometeu que virá outra vez.

[editar] Capítulo 5 - Deus Espirito Santo
O Espirito Santo desempenha parte ativa junto ao Pai e ao Filho. Esteve junto na criação. Inspirou os escritores da bíblia revelando à eles a mensagem de Deus. Concedeu poder a Jesus, quando este esteve aqui na terra. Sua função é convencer o pecador de seus pecados. Tem poder e autoridade para transformar qualquer pessoa, desde que receba permissão. Desceu ao mundo após a morte de Jesus, para ser nosso consolador.

[editar] Capítulo 6 - A Criação
Foi revelado através das escrituras sagradas e da Natureza que Deus é o criador de todas as coisas.

[editar] Doutrinas do Homem
[editar] Capítulo 7 - A Natureza do Homem
Os seres humanos, o homem e mulher, foram criados a imagem e semelhança de Deus. Mas receberam do próprio Deus o direito de pensar e agir individualmente. Todo ser humano é livre. Após o pecado a imagem de Deus foi desfigurada e o ser humano ficou sujeito a morte. A partir daí todos nascem com fraquezas e com tendências pecaminosas. Fomos criados para a glória de Deus. E somos chamados para ama–lo e a amarmos uns aos outros.

[editar] Capítulo 8 - O Grande Conflito
Esse conflito se originou no céu, quando uma criatura criada por Deus conduziu uma rebelião, confrontando o caráter de Deus e a sua soberania sobre o universo. Após a criação, o pecado entrou no mundo e todos nos fomos envolvidos nesse conflito de Deus contra satanás.

[editar] Capítulo 9 - Vida, Morte e Ressurreição de Cristo
Quando Jesus veio ao mundo manteve sua vida em total harmonia com a vontade de Deus. Sua morte e substituinte e expiatória, reconciliadora e transformadora. E a sua ressurreição exalta a vitória de Deus, perante as forças do mal e nos dá a vitória final sobre o pecado.

[editar] Doutrinas da Salvação
[editar] Capítulo 10 - A Experiência da Salvação
Nessa experiência somos guiados pelo Espirito Santo a sentirmos necessidade de Deus, reconhecemos nossas falhas e pecados e arrependermos de nossas transgressões. Para obtermos essa experiência de salvação, precisamos ter fé, guardando sua lei e temos domínio sobre o pecado apresentado pelo Espirito Santo. Permanecendo nele, nos tornamos participantes de sua natureza e temos a certeza da salvação.

[editar] Capítulo 11 - A Igreja
A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo com Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do Velho Testamento, somos chamados para fora deste mundo; e nos unimos para prestar culto para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para serviço a toda humanidade e para a proclamação mundial do evangelho. A igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra encarnada, e das Escrituras, que são a Palavras escrita. A Igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem com base no novo concerto. A Igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo é a Cabeça. A Igreja é a Noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. Em Sua volta triunfal, Ele a apresentará a Si mesmo Igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa, sem defeito. Razões Bíblicas|Gên. 12:3; Atos 7:38; S. Mat. 21:43; 16:13-20; S. João 20:21 e 22; Atos 1:8; Rom. 8:15-17; I Cor. 12:13-27; Efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15

[editar] Doutrinas da Igreja
[editar] Capítulo 12 - O Remanescente e Sua Missão
A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos do Apocalipse 14; coincide com a obra do julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial. Razões Bíblicas|S. Mar. 16:15; S. Mat. 28:18-20; 24:14; II Cor. 5:10; Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efés. 5:22-27; Apoc. 21:1-14)

[editar] Capítulo 13 - Unidade no Corpo de Cristo
A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de nação, tribo, língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não deve ser motivo de dissenções entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos. Razões Bíblicas|Sal. 133:1; I Cor. 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Cor. 5:16 e 17; Gál. 3:27-29; Col. 3:10-15; Efés. 4:1-6; S. João 17:20-23; S. Tiago 2:2-9; I S. João 5:1

[editar] Capítulo 14 - O Batismo
Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo, e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida. Assim reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, tornamo-nos Seu povo e somos aceitos como membros por Sua Igreja. O batismo é um símbolo de nossa união com Cristo, do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do Espírito Santo. É por imersão na água e depende de uma afirmação da fé em Jesus e da evidência de arrependimento do pecado. Segue-se à instrução na Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos. Razões Bíblicas|S. Mat. 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Rom. 6:1-6: Gál. 3:27; I Cor. 12:13; Col. 2:21 e 13; I S. Ped. 3:21

[editar] Doutrinas da vida cristã
[editar] Capítulo 15 - A Ceia do Senhor
A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Salvador e Senhor. Nessa experiência de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo. Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do nosso Senhor até que Ele volte. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo e para unir nossos corações em amor. O Serviço da Comunhão é franqueado a todos os crentes cristãos. Razões Bíblicas|S. Mat. 26:17-30; I Cor. 11:23-30; 10:16 e 17; S. João 6:48-63; Apoc. 3:20; S. João 13:1-17

[editar] Capítulo 16 - Dons e Ministérios Espirituais
Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso ministério para o bem comum da Igreja e da humanidade. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. De acordo com as Escrituras, esses dons abrangem tais ministérios como a fé, a cura, profecia, proclamação, ensino, administração, reconciliação, compaixão, e serviço abnegado e caridade para ajuda e animação das pessoas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pela Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino especialmente necessários para habilitar os membros para o serviço, edificar a Igreja com vistas à maturidade espiritual e promover a unidade da fé e do conhecimento de Deus. Quando os membros utilizam esses dons espirituais como fiéis despenseiros da multiforme graça de Deus, a Igreja é protegida contra a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento que provém de Deus e é edificada na fé e no amor. Razões Bíblicas|Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; II Cor. 5:14-21; Atos 6:1-7; I Tim. 2:1-3; I S. Ped. 4:10 e 11; Col. 2:19; S. Mat. 25:31-36

[editar] Capítulo 17 - O Dom de Profecia
Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo o ensino e experiência. Razões Bíblicas|Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb. 1:1-3; Apoc. 12-17; 19:10

[editar] Capítulo 18 - A Lei de Deus
Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórias a todas as pessoas, em todas as épocas. Estes preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A Salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto, o testemunho cristão. Razões Bíblicas|Êxo. 20:1-17; S,. Mat. 5:17; Deut. 28:1-14; Sal. 19:7-13; S. João 14:15; Rom. 8:1-4; I S. João 5:3; S. Mat. 22:36-40; Efés. 2:8

[editar] Capítulo 19 - O Sábado
O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é um sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do por-do-sol ao por-do-sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus. Razões Bíblicas|Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; 31:12-17; S. Luc. 4:16; Heb. 4:1- 11; Deut. 5:12-15; Isa. 56: 5 e 6; 58:13 e 14; Lev. 23:32; S. Mar. 2:27 e 28

[editar] Capítulo 20 - Mordomia
Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus por meio do fiel serviço a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua Igreja. A mordomia é um privilégio que Deus nos concede para o desenvolvimento no amor e para a vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se regozija nas bênçãos que advêm aos outros como resultado de sua fidelidade Razões Bíblicas|Gên. 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Mal. 3:8-12; S. Mat. 23:23; I Cor. 9:9-14

[editar] Capítulo 21 - Conduta Cristã
Somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, nós só nos envolvemos naquelas coisas que produziram em nossa vida pureza, saúde, e alegria semelhantes às de Cristo. Isto significa que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos padrões de gosto e beleza cristãos. Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranqüilo. Significa também que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar alimentação mais saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas Escrituras. Visto que as bebidas alcóolicas, o fumo e o uso irresponsável de medicamentos e narcóticos são prejudiciais a nosso corpo, também devemos abster-nos dessas coisas. Em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar. Razões Bíblicas|I S. João 2:6; Efés. 5:1-13; Rom. 12:1 e 2; I Cor. 6:19 e 20; 10:31; I Tim. 2:9 e 10; Lev. 11:1-47; II Cor. 7:1; I S. Ped. 3:1-4; II Cor. 10:5; Filip. 4:8)

[editar] Capítulo 22 - Matrimônio e Família
O casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. Mútuo amor, honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura dessa relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e casar-se com outro, comete adultério. Conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da Igreja. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcança completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e solícito, desejando que eles se tornem membros de Seu corpo, a família de Deus. Crescente intimidade familiar é um dos característicos da mensagem final do evangelho Razões Bíblicas|Gên. 2:18-25; Deut. 6:5-9; S. João 2:1-11; Efés. 5:21-33; S. Mat. 5:31 e 32; 19:3-9; Prov. 22:6; Efés. 6:1-4; Mal. 4:5 e 6; S. Mar. 10:11 e 12; S. Luc. 16:18; I Cor 7:10 e 11

[editar] Capítulo 23 - O Ministério de Cristo no Santuário Celestial
Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crente os benefícios de Seu sacrifício expiatório, oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grade Sumo-sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo o pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue do sacrifício de animais vivos, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesta quem, dentro vivos permanece em Cristo, guardando os mandamentos e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a transladação ao Seu reino eterno. Esse julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus, receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo Advento. Razões Bíblicas|Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24- 27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12

[editar] Capítulo 24 - A Segunda Vinda de Cristo
A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados em todo o tempo. Razões Bíblicas|Tito 2:13; S. João 14:1-3; Atos 1:9- 11; I Tess. 4:16 e 17; I Cor. 15:51-54; II Tess. 2:8; S. Mat 24; S. Mar. 13; S. Luc. 21; II Tim. 3:1- 5; Joel 3:9-16; Heb. 9:28

[editar] Capítulo 25 - Morte e Ressurreição
O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios ocorrerá 1000 anos mais tarde. Razões Bíblicas|I Tim. 6:15 e 16; Rom. 6;23; I Cor. 15:51-54; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:4; I Tess. 4:13-17; Rom. 8:35-39; S. João 5:28 e 29; Apoc. 20:1-10; S. João 5:24

[editar] Capítulo 26 - O Milênio e o Fim do Pecado
O milênio é o reinado de mil anos de Cristo de Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos; a Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período, Cristo com Seus santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas o fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. Razões Bíblicas|Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II S. Ped. 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21

[editar] Capítulo 27 - A Nova Terra
Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria, e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declaram que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém. Razões Bíblicas|II S. Ped. 3:13; Gên. 17:1-8; Isa. 35; 65:17-25; S. Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15

Fonte: Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/As_28_doutrinas_da_igreja_adventista. Acesso em: 28/02/2010, às 12:23 hrs.

Igreja Adventista do Sétimo Dia



A Igreja Adventista do Sétimo Dia (do latin Adventus, que significa aquele que espera) é uma denominação religiosa protestante que se distingue pela observância do Sábado e por sua ênfase na iminente Segunda Vinda de Jesus Cristo e no Dom de Profecia. É a oitava maior organização internacional de cristãos.[1]

A igreja surgiu a partir do Movimento Milerita nos Estados Unidos durante a primeira metade do século XIX. A denominação foi formalmente criada em 1863.[2] Entre seus fundadores está Ellen G. White, cuja extensa obra é tida pela denominação como inspirada por Deus.[3]

Grande parte da teologia dos Adventistas do Sétimo Dia corresponde aos ensinamentos protestantes tradicionais como a Trindade e a infalibilidade das Escrituras. Os Adventistas também possuem ensinamentos distintos de outras denominações protestantes como o estado inconsciente dos mortos e a doutrina de um juízo investigativo ocorrendo no céu. A igreja também é conhecida por sua ênfase na alimentação e saúde, na sua compreensão indivisível de corpo, mente e alma, na promoção da liberdade religiosa e nos princípios e estilo de vida conservadores.

A igreja Adventista no mundo é regida por uma Conferência Geral, com pequenas regiões administradas por Divisões, Uniões e Associações e Missões locais. Possui atualmente mais de 16 milhões de membros, está presente em mais de 200 países e territórios e é etnicamente e culturalmente diversificada.

A igreja opera numerosas escolas, hospitais e editoras em todo o mundo, bem como uma proeminente organização de ajuda humanitária conhecida como Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA). [4]

O termo "adventista" refere-se à crença no advento, ou seja, na segunda vinda de Jesus à Terra. O termo "sétimo dia" é uma referência à crença do sétimo dia da semana como sendo o dia da semana que Deus estabeleceu para o descanso físico e espiritual do homem.

Índice [esconder]
1 História
1.1 Observância do Sábado
1.2 Organização e Reconhecimento
2 Crenças
2.1 Tensões Teológicas
2.2 Organizações Teológicas
2.3 Relação Igreja versus Estado
2.4 Situação de não-combatentes
2.5 Papel da mulher na organização eclesiástica
3 Expansão
3.1 O Adventismo no Brasil
3.2 Adventismo em Portugal
4 Estrutura e forma de administração
4.1 Estrutura
4.2 Parâmetros e manuais administrativos
5 Instituições
5.1 Publicações
5.2 Organismos sociais
5.3 Instituições de saúde
5.4 Educação adventista
6 Estilo de vida adventista
6.1 Música sacra
7 Crises, divergências e outras controvérsias doutrinárias
8 Referências
9 Ver também
10 Ligações externas


[editar] História
Ver artigo principal: História da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Tiago e Ellen WhiteA Igreja Adventista do Sétimo Dia é a maior dos vários grupos "Adventistas" que surgiram a partir do Movimento Millerita dos anos 1840 no norte do estado Nova York, numa das fases do segundo grande despertamento religioso dos Estados Unidos. Miller previu, com base em Daniel 8:14-16 e no princípio dia-ano que Jesus Cristo retornaria à Terra em 22 de outubro de 1844. Quando isso não aconteceu, houve o chamado Grande Desapontamento e a maioria de seus seguidores acabou voltando às suas igrejas de origem.

Alguns Milleritas chegaram a acreditar que os cálculos de Miller foram corretos, mas que a sua interpretação de Daniel 8:14 tinha sido equivocada. Esses adventistas chegaram à conclusão de que Daniel 8:14 predizia a entrada de Cristo no Lugar Santíssimo do Santuário Celestial e não a sua segunda vinda. Ao longo da década seguinte, esse entendimento evoluiu para a doutrina do juízo investigativo: um processo escatológico que teve inicio em 1844 onde os cristãos estão sendo julgados a fim de fazer uma obra de purificação nos crentes, como acontecia no antigo Santuário Hebraico, no Dia da Expiação. Este julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Os adventistas continuaram a acreditar que a segunda vinda de Cristo seria iminente, embora eles se não mais definissem novas datas para o evento.

[editar] Observância do Sábado
Com o movimento Adventista consolidado, a pergunta sobre qual seria o dia bíblico de repouso e de culto foi levantada. O principal proponente da observância do sábado entre os primeiros adventistas foi Joseph Bates. Bates entrou em contato com a doutrina do sábado, através de um folheto escrito pelo pastor Millerita Thomas M. Preble. O pastor Thomas havia sido influenciado por Rachel Oakes Preston, uma jovem da Igreja Batista do Sétimo Dia. Esta mensagem foi gradualmente aceita e formou o tema da primeira edição da revista The Present Truth ( traduzida como Verdade Presente e atualmente conhecida como Adventist Review), que surgiu em julho de 1849.

[editar] Organização e Reconhecimento
Por cerca de 20 anos o movimento adventista era um pequeno grupo livremente constituída por pessoas que vieram de muitas igrejas, cujo principal meio de conexão e interação foi através de Tiago White e o periódico The Advent Review and Sabbath Herald. Eles abraçaram a doutrina do sábado, a interpretação de Daniel 8:14 sobre o santuário celestial, a imortalidade condicional e a expectativa do retorno de Cristo antes do Milênio. As figuras mais proeminentes da fundação da igreja foram Joseph Bates, Tiago White e Ellen G. White. Ellen White passou a ocupar um papel central na igreja. Suas muitas visões centradas na Bíblia e a liderança espiritual que ela exerceu convenceram a IASD de que ela possuía o Espírito de Profecia.

A igreja foi criada formalmente em Battle Creek, Michigan, no dia 21 de maio de 1863, com uma adesão de 3500 membros.[5] A sede denominacional foi mais tarde mudada de Battle Creek para Takoma Park, Maryland, onde permaneceu até 1989. A sede da Associação Geral, em seguida, mudou-se para sua localização atual em Silver Spring, Maryland.

Até 1870 a igreja teve uma política da "porta fechada" focada nos veteranos que passaram pela experiência de 1844, vendo-os como um remanescente salvo. A adesão foi de apenas 5.400 e a porta se encontrava fechada a novos membros. A denominação na década de 1870 voltou-se para o trabalho missionário e renovou-se, triplicando sua participação para 16.000 em 1880 e estabelecendo sua presença além da América do Norte durante o final de 1800. O rápido crescimento continuou, com 75.000 membros em 1901. Por essa altura, funcionavam duas faculdades, uma escola de medicina, algumas dezenas de academias, 27 hospitais e 13 editoras. Em 1945, a igreja informou que tinha 226.000 membros nos EUA e Canadá, e 380.000 em outros lugares. O orçamento foi de US $ 29 milhões e as matrículas em escolas da igreja chegaram a 40.000.

Na década de 1800, a maioria dos líderes adventistas apoiaram a doutrina da Arianismo (apesar de Ellen G. White não apoiá-la).[6] Isso, juntamente com outras visões teológicas do movimento, levaram a maioria das denominações cristãs a considerarem os Adventistas como uma seita.[7] No entanto, a Igreja Adventista tem como uma de suas doutrinas a Trindade [8], aprovada no início do século 20. Os Adventistas também iniciaram um diálogo com outros grupos Protestante no meio do século 20, ganhando assim um amplo reconhecimento como uma igreja cristã.

[editar] Crenças
Ver artigo principal: Crenças da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Os Adventistas do Sétimo dia aceitam a Bíblia como sua única regra de fé e mantém 28 Crenças Fundamentais[9] como sendo o ensino das Escrituras Sagradas. A aceitação dessas 28 crenças é um pré-requisito para a adesão à igreja.[10] Os Adventistas ressaltam que essas crenças não são para serem lidas ou recebidas como um “credo”. A igreja sempre foi muito resistente em formalizar suas crenças. Os adventistas possuem apenas um credo: "A Bíblia, e somente a Bíblia".

As doutrinas adventistas se assemelham a teologia protestante trinitariana, com ênfase no Pré-milenismo e no Arminianismo. Os Adventistas também defendem a infalibilidade das Escrituras, a expiação substitutiva, a ressurreição dos mortos e a Justificação pela fé. Essas crenças fazem da Igreja Adventista uma igreja evangélica.[11] A igreja também possui outras crenças em comum com algumas outras igrejas cristãs que acreditam no batismo por imersão e na criação em seis dias literais. (O movimento criacionista moderno começou com o Adventista George McCready Price, que foi inspirado por uma visão de Ellen White).[12]

Além disso, há um conjunto de doutrinas que distingue os adventistas de outras denominações cristãs (apesar de nem todos estes ensinamentos serem totalmente exclusivos dos adventistas):

Lei (crença 19)– Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos dados no SINAI. A chamada Lei Moral é eterna, possuindo assim validade ainda hoje pros cristãos.

Sábado (crença 20)- O quarto mandamento da lei de Deus requer a observância do sábado como dia de descanso, adoração e ministério. Deve ser observados no sétimo dia da semana, especificamente, a partir de sexta-feira do pôr do sol até o por do sol do sábado.

Segunda Vinda e o Tempo do Fim (crenças 25 a 28)- Jesus Cristo voltará visivelmente a terra depois do “tempo de angústia", durante o qual o sábado será um teste para todo mundo. A segunda vinda será seguida por um reinado milenar dos santos no céu. A escatologia adventista baseia-se no método historicista de interpretação profética.

Holística da natureza humana (crenças 7 e 26)- Os seres humanos são uma unidade indivisível de corpo, mente e espírito. Eles não possuem um imortal alma, E a morte é um sono inconsciente (vulgarmente conhecido como "o sono da alma").

Imortalidade condicional (crença 27)- Os ímpios não sofrerão tormento eterno no inferno, mas serão definitivamente destruídos.

O Grande Conflito (crença 8) - A humanidade está envolvida em uma "grande controvérsia" entre Cristo e Satanás. Esta é uma elaboração da teoria cristã comum, segundo o qual o mal começou no céu quando um ser angelical (Lucifer) se rebelou contra a Lei de Deus.

Santuário Celestial (crença 24)- Na sua ascensão, Jesus Cristo deu início a um Ministério expiatório no Santuário Celestial. Em 1844, inciou o processo de purificação do santuário celestial, em cumprimento do Dia da Expiação.

Juízo Investigativo (crença 24)– O julgamento dos professos cristãos começou em 1844, onde os livros de registro são examinados para todo o universo ver. O juízo investigativo vai afirmar quem irá receber a salvação, e reivindicar a justiça de Deus perante a humanidade.

Remanescente (crença 13)– Haverá no fim dos tempos um remanescente que guarda os mandamentos de Deus e tem o "testemunho de Jesus" (Apocalipse 12:17). Este remanescente anunciará a "Mensagem dos três anjos" de Apocalipse 14:6-12 para o mundo.

Espírito de Profecia (crença 18)- O Ministério de Ellen G. White é freqüentemente chamado de "Espírito de Profecia". Seus escritos são considerados uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam orientação, instrução e correção, embora esteja sujeito à Bíblia, a mais alta autoridade da fé para a igreja. [13]

[editar] Tensões Teológicas
Como acontece com qualquer movimento religioso, as tensões teológicas existentes dentro do adventismo é comparável, por exemplo, as tensões entre o fundamentalismo-conservador e o liberalismo-moderado. Os conflitos existentes são tão amplos no adventismo, como são no cristianismo em geral e em outras religiões. Uma variedade de grupos, movimentos ou subculturas dentro da igreja apresentam pontos de vista diferentes sobre as crenças e o estilo de vida adventista.

O lado conservador da teologia adventista é representado pelos Adventistas Históricos. Eles são caracterizados pela sua oposição às tendências teológicas dentro da denominação que se iniciaram na década de 1950. Eles tendem a ver a teologia adventista moderna como sendo compromissada com os evangélicos. Por isso, procuram defender os ensinamentos mais antigos, como a natureza caída de Jesus Cristo, a expiação incompleta e a perfeição de caráter.[14] Os Adventistas históricos são representados, principalmente, por Adventistas que buscam as raízes teológicas da danominação e a posição desses membros é promovida através de ministérios independentes. Mas tem fraco apoio (se houver) entre os estudiosos adventistas.

Os mais "liberais" da igreja são geralmente conhecidos como Adventistas Progressistas (É importante frisar que os adventistas progressistas em geral, não se identificam com cristianismo liberal). Eles tendem a manter uma pespectiva moderna sobre questões controversas como a inspiração de Ellen White, a doutrina da "Igreja Remanescente " e o juízo investigativo.[14][15] O movimento progressista é o mais forte entre os estudiosos da denominação,[16] onde encontra a sua posição em organismos como a Association of Adventist Forums e em revistas como a Spectrum e a Adventist Today.

[editar] Organizações Teológicas
O Biblical Research Institute é o centro de investigação teológico oficial da igreja. A igreja tem duas organizações profissionais para os teólogos adventistas que estejam associados com a denominação. A Adventist Society for Religious Studies (ASRS) foi formada para promover uma comunidade entre os teólogos adventistas que freqüentam o Society of Biblical Literature e os teólogos que freqüentam a American Academy of Religion. Em 2006 a ASRS foi votada para continuar suas reuniões em conjunto com a o Society of Biblical Literature . Durante os anos 1980 a Adventist Theological Society foi criada a fim de proporcionar um fórum para atender os teólogos mais conservadores. Ela é realizada em conjunto com a Evangelical Theological Society.

[editar] Relação Igreja versus Estado
Os adventistas do sétimo dia apóiam enfaticamente a separação entre a igreja e o Estado. Promovem em todo o mundo simpósios neste assunto. Nos Estados Unidos publicam uma revista especializada em liberdade religiosa, chamada Liberty.

[editar] Situação de não-combatentes
Por definição, os adventistas rejeitam o porte de armas e atividades onde tenham que portar armas. No entanto, aceitam e se voluntariam para atividades assistenciais em caso de guerra e de saúde (enfermagem, motoristas de ambulância, etc). Durante a segunda guerra mundial, vários adventistas alemães foram executados em campos de concentração ou mandados para manicômios por se recusarem a portar armas.

[editar] Papel da mulher na organização eclesiástica
Em comum com várias igrejas cristãs conservadoras, a questão da ordenação de mulheres é ativamente debatida dentro da IASD. O papel especial de Ellen G. White dentro da denominação é prova da importância e contribuição das mesmas para o desenvolvimento da igreja, segundo visão geral. No entanto, embora elas tenham sido aprovadas para serem ordenadas ao ancionato (ver acima) por muitos anos, nenhuma é oficialmente elegível com pastora. Esta decisão é grandemente baseada no texto de 1 Coríntios 14:34-37 quando Paulo teria apresentado como ordenança de Deus que as mulheres deveriam permanecer quietas na igreja, e serem submissas, bem como o texto de 1 Timóteo 2:12 no qual é dito que nenhuma mulher deveria ensinar ou ter autoridade sobre homem, devendo permanecer calada. Como em outras denominações, o debate se concentra nas seguintes questões:

Se estas instruções se referiam à igreja do I século ou a todas as eras;
Se eram instruções para a região Mediterrânea, ou todas as culturas.
Se estas passagens bíblicas teriam sido realmente escritas por Paulo ou outros, e atribuídas a Paulo.
A Divisão Norte-Americana da IASD[17] propôs na Assembléia da Conferência Geral de 1995 em Utrecht, Holanda, que cada divisão deveria decidir independentemente se as mulheres poderiam ou não serem ordenadas ao pastorado. A proposta foi rejeitada por um placar de 1481 a 673. Apesar disso, algumas congregações e mesmo Associações ordenam pastoras em seus quadros.

Localmente a participação da mulher na IASD é intensa em vários segmentos e aprovada pela Associação Geral. Um dos vice-presidentes escolhidos na última Conferência Geral (2005) é uma mulher. No entanto, o cargo de presidente da Associação Geral é exclusivo a um pastor ordenado, o que, no momento exclui as mulheres adventistas da possibilidade deste cargo.

[editar] Expansão
A IASD concentrou-se na América do Norte até 1874, quando John N. Andrews foi enviado para a Suíça como primeiro missionário oficial além-mar. A África teve seu primeiro contato com o adventismo em 1879, quando o Dr. H. P. Ribton, um recém-convertido na Itália, mudou-se para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto foi encerrado quando houve uma revolução nas redondezas da escola. O primeiro país não-protestante a ser atingido foi a Rússia em 1889 com a chegada de um ministro.

Em 20 de outubro de 1890 a escuna Pitcairn aportou em São Francisco, Califórnia e logo se ocupou em levar missionários para as Ilhas do Pacífico. Os adventistas do sétimo dia entraram em países não-cristãos pela primeira vez em 1894 – Costa Dourada, (Gana), África Ocidental, e Matabeleland, África do Sul. Neste mesmo ano missionários foram enviados à América do Sul, e em 1896 havia também representantes no Japão.

Em 1929, o pastor H.M.S. Richards transmitiu uma série de temas bíblicos na rádio KNX, em Los Angeles, Califórnia. Na ocasião, os amigos de Richards o repreenderam dizendo que usar o rádio para a pregação era um engano de satanás. Apesar das críticas ele prosseguir seu trabalho com grandes resultados, se tornando um pioneiro na pregação do Evangelho nos meios eletrônicos.

Em 1937, a série bíblica passou a ser apresentada em uma rede de rádio e transmitida em vários estados americanos. Foi ai que o programa passou a chamar-se A Voz da Profecia, programa que até hoje é transmitido em vários países e línguas.


A IASD tem apresentando um crescimento notável na América do Sul e África com atuação reconhecida na área de saúde. Nos Estados Unidos a denominação apresentou crescimento líquido de 11% no período de 1990 a 2001, segundo estudo da City University of New York,[18] indo de 668.000 a 724.000. Atualmente apresenta naquela localidade 908.450 membros (crescimento de 25% em 5 anos).

Em um século e meio, a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresceu de um grupo de pessoas de várias denominações que estudavam a Bíblia, para uma comunidade mundial, totalizando em 2006 mais de 15 milhões de membros batizados e outros 6 milhões de simpatizantes espalhados em 208 países do globo. Estima-se que, levando-se em conta as crianças e outros membros ainda não batizados, como fazem as outras igrejas, o número de adventistas chegue aos 30 milhões.

[editar] O Adventismo no Brasil
Ver artigo principal: Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil
No Brasil são 1.600.000 membros da IASD em 2008 sob a coordenação de sete Uniões que administram as Associações e Missões. As instituições da IASD do Brasil e de sete países latino-americanos formam a Divisão Sul Americana, com sede em Brasília, DF.

Pioneiros Adventistas no Brasil John Lipke (1875-1943)

[editar] Adventismo em Portugal
Ver artigo principal: Igreja Adventista do Sétimo Dia em Portugal
Hoje existem cerca de 9 mil membros baptizados. Porém, adicionando os jovens e crianças (a Igreja Adventista do Sétimo Dia defende o baptismo somente após tomada de consciência e de maturidade sobre a decisão que é individual), todos envolvidos no ministério jovem que é dividido em clubes: 6 a 9 anos denominados Tições, de 10 a 15 Desbravadores, de 16 a 30 de Companheiros e Séniores. Os crentes inscrito na Escola Sabatina, chegaram aos 15 mil crentes.

[editar] Estrutura e forma de administração
[editar] Estrutura
Ver artigo principal: Estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia
A IASD é administrada por uma forma de administração democrática que mistura elementos hierárquicos (ou episcopais) e presbiterianos. Todos os oficiais da igreja são eleitos a partir dos níveis mais básicos da igreja em nível sucessivo e nenhum cargo é permanente, embora possa haver reeleição.

[editar] Parâmetros e manuais administrativos
Na Conferência Geral também é votado e atualizado o Manual da Igreja, que contém diretrizes para cada nível de administração da igreja, bem como procedimentos específicos para lidar com situações desde a admissão do novo membro, batismo, ritos e casos onde há o desligamento de membros da igreja. Também estabelece parâmetros de funcionamento das organizações da igreja dentro do contexto da pregação do evangelho. As relações entre os funcionários da igreja (chamados de obreiros) são contempladas pelas praxes administrativas da organização, em nível geral, porém com adaptações por cada Divisão.

A respeito da ordenação de oficiais da IASD, somente os pastores, anciãos e diáconos recebem a imposição de mãos. O(a) secretário(a) e o(a) tesoureiro(a)não o recebem.

[editar] Instituições
[editar] Publicações
A publicação e distribuição de literatura foram os fatores mais importantes no crescimento do Movimento Adventista. O Adventist Review and Sabbath Herald (atual Adventist Review), o principal periódico da igreja, foi fundado em Paris, Maine, em 1850; a Youth Instructor em Rochester, Nova York, em 1852; e a Signs of the Times em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a funcionar em 1855 e foi legalmente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicações dos Adventistas do Sétimo Dia.

No Brasil, a Casa Publicadora Brasileira é a editora oficial da igreja adventista, enquanto que em Portugal é a Publiadora SerVir.

Atualmente o principal meio de divulgação das publicações adventistas é a colportagem.

[editar] Organismos sociais
O Instituto de Reforma de Saúde, mais tarde conhecido como Sanatório de Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a sociedade de trabalho missionário foi organizada a nível de estados em 1870. A primeira escola da rede mundial de ensino da Igreja foi estabelecida em 1872, e em 1877 deu-se início à associação de Escolas Sabatinas. Em 1903 o escritório central da denominação mudou-se de Battle Creek, Michigan, para Washington, DC, e em 1989 para Silver Spring, Maryland.

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais(ADRA), é uma organização não governamental de âmbito mundial presente em mais de 120 países entre os quais o Brasil.

ADRA é uma agência internacional de desenvolvimento e ajuda humanitária. Ela focaliza primariamente a sustentação, com projetos de desenvolvimento a médio-prazo.

Clube de Desbravadores

Organização Não-Governamental, ligada diretamente à Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) que visa preparar juvenis e jovens para a vida adulta, com melhor desempenho físico, mental e intelectual, formando assim, um melhor cidadão e patriota.

Consiste em uma atividade semelhante ao "escotismo", onde reúne-se juvenis de 10 a 15 anos de idade, sendo meninos e meninas, sob a liderança de um ou mais adultos, afim de desenvolver atividades tanto intelectuais, como campeiras.

Dentre as atividades estão: visita a asilos e orfanatos, acampamentos, esportes radicais ou não, passeatas com sentido social, desfiles cívicos e outros.

[editar] Instituições de saúde
Existe uma ênfase da IASD na reforma de saúde, abstinência do álcool e fumo. A igreja organiza periodicamente cursos "Como Deixar de Fumar em 5 dias", de abordagem comportamental ao vício tabágico através de palestras por profissionais de saúde, sem caráter proselitista. Sobre este aspecto, a forte ênfase sobre saúde e hábitos alimentares foi objeto de estudo pelo Governo dos Estados Unidos, através do NIH, que constatou entre adventistas do estado da Califórnia uma sobrevida maior em 7 anos em relação a população em geral.[19][20]

Atualmente existem no mundo 532 instituições de saúde adventistas. Um dos hospitais brasileiros, o Hospital Adventista Silvestre[21] é referido ser o primeiro hospital a ter realizado transplante de pâncreas no mundo.

[editar] Educação adventista
A IASD mantém um sistema unificado de educação protestante no mundo. Operam 5700 unidades de educação básica, ensino médio e universitário, incluindo faculdades, seminários e escolas médicas em cerca de 145 países. Este sistema envolve 74.631 professores e 1.479.136 estudantes.[22] O sistema tem clara definição por ensino religioso agregado, defesa do criacionismo, porém aceita estudantes de todas as religiões.

[editar] Estilo de vida adventista
[editar] Música sacra
Ver página anexa: Lista de cantores e grupos ligados à IASD
Assim como a musicoterapia define terapias através da música, entende-se que há música para cada situação. Na adoração, no templo, a música deve ser solene e inspiradora, elevando nossos sentidos à presença sublime do Criador.

Um dos pontos expressivos dos Adventistas é o trabalho desenvolvido com a música sacra, reconhecidos pelas várias denominações cristãs. Em seus colégios internos são desenvolvidos vários projetos musicais.

Existem vários coros, conjuntos e cantores compostos por membros os quais realizam trabalhos não só evangelísticos, fortemente divulgada pela Rede de Rádios FM e AM Novo Tempo.

[editar] Crises, divergências e outras controvérsias doutrinárias
Ver artigo principal: Divergências na Igreja Adventista do Sétimo Dia
Existem em geral várias declarações isoladas de membros ou periódicos que são tomadas para provar o ponto de vista que os Adventistas do Sétimo Dia seriam uma seita ou culto. Houve uma evolução da IASD de culto para igreja cristã protestante. Alguns dos críticos incluem declarações divergentes alegando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, embora afirme crer apenas na Bíblia como fonte autorizada em questões de fé, impõe escritos de Ellen G. White, embora defendam que todos seus livros e escritos estarem em conformidade com a Bíblia Cristã Protestante. Existem também os chamados Adventistas Progressistas, que vêm ganhando cada vez mais adeptos na denominação.

Referências
↑ Religious Bodies of the World with at Least 1 Million Adherents. Adherents.com Adherents.com (18 de Maio de 2007). Página visitada em 20 de Fevereiro de 2010.
↑ "Resumo da História da Igreja Adventista". Página visitada em 20 de Fevereiro de 2010.
↑ “Como os Escritos de Ellen White se Relacionam com a Bíblia. Página visitada em acessodata=20 de Fevereiro de 2010.
↑ “Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais”. Página visitada em 20 de fevereiro de 2010.
↑ General Conference of Seventh-day Adventists. Página visitada em 20 de Fevereiro de 2010.
↑ Jerry A. Moon (2003), "The Adventist Trinity Debate Part 1: Historical Overview", Andrews University Seminary Studies Vol 41. No. 1 (Andrews University Press), http://www.sdanet.org/atissue/trinity/moon/moon-trinity1.htm
↑ Anthony A. Hoekema. The Four Major Cults.
↑ Moon, Jerry (2º semestre de 2005). O debate adventista sobre a Trindade. Parousia (ano 4,nº2). Centro White,. Página visitada em 25 de Fevereiro de 2010.
↑ Nisto Cremos: Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia. CPB Livro com uma exposição ampla das 28 crenças Advetnistas (7ª ed. 2003). Página visitada em 25 de fevereiro de 2010.
↑ As 28 Crenças Fundamentais. Portal Adventista Resumo das 28 crenças fundamentais da IASD (Votado pela Conferência Geral de 2005). Página visitada em 25 de fevereiro de 2010.
↑ "Adventism" naEncyclopedia of Evangelicalism de Randall Balmer, p7 descreve a Igreja Adventista como "uma denominação Evangélica". O Christian Research Institute afirma que "o objetivo final do adventismo é primeiramente o evangelho" no sentido de que "a grande maioria dos estudiosos adventistas, professores e pastores... acreditam firmemente na salvação pela graça através da fé.” "Seventh-day Adventism: Christian or Cultic?[ligação inativa] " Segundo o Christian Research Institute. Acesso em 25 de fevereiro 2008.
↑ Ronald Numbers, The Creationists: From Scientific Creationism to Intelligent Design
↑ “Relaçao entre os Escritos de Ellen White e a Bíblia. Página visitada em 25 de Fevereiro de 2010.
↑ 14,0 14,1 Corson, Ron. "Progressive and Traditional Adventists Examined". Adventist Today.
↑ Koranteng-Pipim, Samuel. Receiving the Word: How New Approaches to the Bible Impact Our Biblical Faith and Lifestyle. Berrien Springs, Michigan: pp. 198–200.
↑ Pipim, Excerpts from chapter 1 of Receiving the Word. Pipim, a conservative scholar, describes this constituency as "liberal"
↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
↑ American Religious Identification Survey, ARIS 1990-2001.
↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
↑ Título ainda não informado (favor adicionar).
↑ (dados de 2005).
[editar] Ver também
Universidade Andrews
Union College



[editar] Ligações externas
O Wikimedia Commons possui multimedia sobre Igreja Adventista do Sétimo DiaSite oficial mundial dos adventistas
Site oficial dos adventistas na América do Sul
Site oficial português dos adventistas
Site da Central de Notícias Adventistas

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Adventista_do_S%C3%A9timo_Dia. Acesso em: 28/02/2010,às 12:17 horas.

Estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia

A IASD é administrada por uma forma de administração democrática que mistura elementos hierárquicos (ou episcopais) e presbiterianos. Todos os oficiais da igreja são eleitos a partir dos níveis mais básicos da igreja em nível sucessivo e nenhum cargo é permanente, embora possa haver reeleição.

A igreja local é o nível fundamental da estrutura organizacional e constitui na face pública da igreja. Todo adventista batizado é membro de uma igreja local e tem poder de voto naquela igreja. Um número de cargos existem na igreja local, e são exercidos em geral (com exceção do pastor local) de forma voluntária. Os cargos que necessitam de ordenação (consagração através da imposição das mãos) incluem o pastor, ancião (equivalente ao presbítero), e diácono. Existem também cargos como o de tesoureiro e secretário da igreja, além de outros departamentos associados (chamados de ministérios) atendendo a necessidades distintas da igreja: Diaconisas, Jovens, Música, Escola Sabatina, Mulheres, Crianças e Adolescentes, ADRA local, Desbravadores, Comunicação, etc. Todos estes cargos, exceto o de pastor, são apontados por voto de uma Comissão de Nomeação, eleita plenariamente pela igreja ou através da Comissão Administrativa da Igreja, que também tem sua composição a partir da membresia local.

Logo acima da igreja local, na estrutura administrativa, está a Associação, Missão ou Campo local. A Associação é uma organização de igrejas em um estado, ou parte dele, que administra e é proprietária dos bens e imóveis da igreja naquela região, além de organizar a arrecadação de dízimos e ofertas tanto para o pagamento dos pastores e demais funcionários do campo, como também para enviar parte destes recursos para ajudar no custeio de projetos de evangelização. A Associação também é responsável por nomear e ordenar os pastores. Sua eleição se dá por assembléia de representantes nomeados nas igrejas de sua jurisdição.

Acima da Associação ou Missão está a União, que congrega várias Associações de uma área geográfica. O conjunto das diversas Uniões é chamado de Divisão.

O nível mais alto de administração da estrutura eclesiástica na IASD é a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia,[1] que consiste de 13 divisões. A Associação Geral é a autoridade final da igreja no delineamento de prioridades e metas, administração de projetos missionários e de instituições. A mesma é chefiada por um presidente e por 7 vices-presidentes. Atualmente o presidente é Jan Paulsen. Cargos mais elevados não implicam preeminência teológica ou espiritual, e os mesmos encargos teológicos pertencem a qualquer pastor em qualquer lugar do mundo. A Associação Geral tem seu escritório em Silver Springs, Maryland, EUA.

Cada organização, deste modo, é governada por uma reunião de Conferência Geral, que ocorre em intervalos pré-estabelecidos. São nelas que decisões gerais, incluindo a escolha de cargos são feitas. O presidente da Associação Geral é eleito a cada 5 anos. Delegados dessa Conferência geral são eleitos por organizações dos níveis mais básicos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrutura_da_Igreja_Adventista_do_S%C3%A9timo_Dia
Acesso em: 28/02/2010, às 12:15.

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA (ÊXODO 18.13-22)

INTRODUÇÃO
Administração: Ato de ministrar. Presidir. (I Tm 3.4,5)
Liderança eficaz é sinônimo de administração eficiente. As duas coisas caminham juntas.
A má administração nem sempre indica incompetência, preguiça ou relaxamento do líder. Pode indicar apenas a falta de uma metodologia correta de trabalho e de se organizar administrativamente.
A boa administração se faz necessária em todas as áreas da nossa vida.

I – A NECESSIDADE DE UMA BOA ADMINISTRAÇÃO
Uma empresa qualquer só será bem sucedida se tiver uma boa administração. O mesmo acontece com a igreja, com os nossos lares ou com outro empreendimento qualquer.
Todos nós sabemos que a Igreja é um organismo vivo, sustentada e dirigida por nosso Senhor Jesus Cristo, o Cabeça da Igreja. No entanto, devemos lembrar que ela é também uma organização que funciona como qualquer empresa:
- Possui um estatuto;
- Possui empregados remunerados;
- Têm pessoas que dão ordem;
- Têm pessoas que recebem ordens;
- Têm metas a serem alcançadas;
- Possui bens móveis e imóveis;
- Possui secretaria;
- Possui tesouraria;
- É organizada em departamentos;
- Presta relatórios estatísticos e contábeis, etc.
Eis o porquê da necessidade de uma boa administração. Temos na Bíblia exemplos de administração eficiente:
- Na criação do universo (Gn 1.1-31; 2.1,2);
- No conselho de Jetro (Êx 18.19-27);
- No conselho da congregação ao líder Esdras (Ed 10.10-14);
- Na obra realizada por Neemias (Ne 2-7).

II – CAUSAS DE UMA MÁ ADMINISTRAÇÃO
Está diretamente relacionada com o seu líder. Dentre muitas causas existentes, apontaremos apenas duas:
1. Líder exclusivista – "Por que te assentas só?" (v 14)
A pergunta feita pelo sogro de Moisés é óbvia:

a) Moisés andava tão ocupado que não tinha tempo nem para a sua família que deixara aos cuidados do sogro (Êx 18.1-7);
b) No meio de uma congregação de milhares de homens capacitados, Moisés assentou-se só para resolver todas as questões. (Êx 18.14);
c) Filas enormes (como as que temos visto nas repartições públicas), e o povo sem atendimento. (Êx 18.13)
Moisés era exclusivista. Achava ser o único que Deus podia usar. Era o único capaz.

2. Líder centralizador – "É porque este povo vem a mim para consultar a Deus". (v 15)
Moisés era o culpado desta grande desordem e ineficiência no atendimento às pessoas, pois centralizou todas as causas, grandes e pequenas, em torno de si. "É porque este povo vem a mim." O povo não tinha outra alternativa.

III – EVIDÊNCIAS DE UMA MÁ ADMINISTRAÇÃO
Muitas vezes criticamos o Governo pela má administração do país. Cobramos das repartições públicas, maior agilidade no atendimento. No entanto, nos esquecemos de melhorar nossa própria administração dentro das igrejas.
Jetro pôde detectar a causa básica do problema na forma como Moisés conduzia a congregação:

1. Morosidade – "O povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde." (v 13)
Por vezes temos tecido comentários a respeito deste ou daquele líder de igreja ou congregação dizendo: "É um obreiro muito esforçado. Veja como trabalha, não tem tempo nem para a sua família. Ele é um líder muito envolvido com a obra. Que dedicação." Mas a boa administração nos ensina que trabalhando menos, podemos produzir mais.
Apesar de Moisés estar atolado no serviço e de não ter tempo nem para a família, o povo estava sem atendimento. Centenas de pessoas, com problemas urgentes, tinham que aguardar durante o dia todo, a sua vez de ser atendido. Com certeza, muitos casos graves eram adiados para o dia seguinte, ou quem sabe, semanas depois. Morosidade, lentidão, ineficiência no serviço, são indícios de uma má administração.

IV – RESULTADO DE UMA MÁ ADMINISTRAÇÃO
1. Sobrecarga – "Totalmente desfalecerás" (v 18)
Os resultados são sempre os mais desastrosos possíveis: Irmãos que acabam indo para outra igreja, ou até mesmo se desviando, porque nunca foram visitados pelo pastor ou por um de seus representantes. Falta aconselhamento, as viúvas são desprezadas no ministério quotidiano (At. 6.1). E apesar de tudo isto, o líder não tem tempo para descansar, está estressado, sua família não sabe o que é ter um pai e um esposo. A obra não cresce. Os problemas amontoam-se até explodirem em murmurações, contendas e divisões.
Uma igreja nestas condições, não possui dinamismo e muitos dos seus líderes partiram cedo demais, porque contraíram doenças graves, resultantes deste "desfalecimento".

V – A BOA ADMINISTRAÇÃO
Ficamos impressionados quando lemos: "Vendo pois a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, e a casa que edificara, e a comida da sua mesa, e o assentar de seus servos, e o estar de seus criados, e os vestidos deles, e os seus copeiros..." (1 Rs 10.4,5a), mas esquecemos que podemos tirar deste texto um ótimo exemplo de administração. Salomão recebeu de Deus, sabedoria para conduzir (presidir, administrar) o povo de Israel, conforme pediu. (1 Rs 3.9)
Conhece-se um líder, se é bom administrador, observando a sua igreja. É importante que o líder saiba antes de tudo qual é o seu papel diante da igreja e quais são as suas atribuições.
1. O líder deve assumir a sua posição
Por não saber administrar, por desconfiar da capacidade dos seus liderados, por falta de visão, por presunção, alguns líderes absorvem todo o trabalho da congregação, esquecendo-se das suas verdadeiras atribuições:
a) Intercessor – "Sê tu pelo povo diante de Deus e leva tu as coisas a Deus." (v 19)
É necessário ser homem de oração. Após tomar conhecimento dos problemas, levá-los a Deus. Seu tempo não deve ser gasto fazendo aquilo que outros podem fazê-lo. Seu tempo deve usado na oração intercessora e na meditação bíblica. (I Sm 12.23)
b) Instrutor – "Faze-lhes saber o caminho em que devem andar e a obra que devem fazer". (v 20)
Jesus Cristo soube fazer bem esta distinção. Ele exigia dos discípulos que fizessem suas tarefas (Mc 6.37, 39-41), e deixassem com Ele, aquilo que outro não poderia fazer. (Mc 6.34,41a) Os apóstolos elegeram diáconos para fazerem o trabalho auxiliar, afim de que pudessem permanecer na oração e na ministração da palavra. (At. 6.4) Jetro aconselhou Moisés a se libertar da carga excessiva e se ocupar em ensinar ao povo o caminho e mostrar (a cada um) o que deve fazer. A instrução religiosa e a doutrina bíblica são atribuições do líder. (At. 20.26-32; II Tm 4.2)
2. O líder deve dividir a carga
Ninguém é insubistituivel. A obra não para quando seu líder morre. Logo Deus levanta outro para dar continuidade. A nossa capacidade vem de Deus, e Ele capacita a quem quer e como quer.
O obreiro não é um super-homem. Ele tem necessidades como outro ser humano qualquer. Ele se cansa e precisa de momentos de descontração, e a única maneira de dirimir o problema sem prejudicar a obra, é repartindo com cada membro da igreja, uma parcela do trabalho a ser realizado. Deve-se tomar as seguintes providências:
a) Procurar auxiliares no meio do povo – "E tu, dentre o povo, procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza." (v 21)
É papel do líder, procurar auxiliares para que o ajudem no desempenho da tarefa. Por isso ele precisa da visão celestial, afim de reconhecer aqueles a quem Deus têm capacitado para a obra. Escolhendo as pessoas erradas, ele cairá no mesmo fracasso, pois nunca poderá contar com nenhum dos seus auxiliares, visto que não têm capacidade e não querem fazer nada. Esta é, sem dúvida, a explicação por que as igrejas estão cheias de "obreiros" infrutíferos.
É importante frisar que os cooperadores devem ser procurados "dentre todo o povo". No seio da Igreja. Quais são as suas características, de acordo com Êxodo 18.21 e At 6.3?:
1) – Capazes – Homens qualificados espiritualmente, dotados de capacidade de liderança e conhecimento das coisas de Deus. (II Tm 2.2) Por vezes imaginamos que esta capacidade esteja apenas no intelecto, ou seja, na formação teológica do obreiro, mas as qualidades a seguir nos mostrarão que um leigo pode ser capacitado pelo Senhor como foram Pedro e Tiago, sendo simples pescadores. No Antigo Testamento encontramos o exemplo de Amós, um vaqueiro sem formação intelectual, mas designado para profeta de Deus. (Am 1.1; 7.14,15) A nossa capacidade vem de Deus (II Cor. 3.4-6)
2) – Tementes a Deus – É uma grande virtude do líder ou cooperador, fazer tudo no temor de Deus. No Livro de Jó 28.28; está escrito: "E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento." Ninguém pode fazer um ministério profícuo sem reconhecer a santidade de Deus e procurar viver de acordo com ela.
3) – Verazes – Qualidade fundamental para o servo de Deus, especialmente para aquele que está imbuído na obra. Ser verdadeiro ainda que com prejuízo próprio e nunca faltar com a verdade é condição preponderante para o sucesso espiritual, pois a mentira é filha do diabo e não pode fazer parceria com os servos do Senhor. Haverá momentos em que impasses de grandes proporções só poderão ser resolvidos por homens capazes de dizer a verdade a qualquer preço. (Sl 15.1-4)
4) – Sem avareza – Em êxodo 20.17, temos uma ordem de Deus contra a avareza, que esta não deve ser praticada pelo seu povo, especialmente por homens que têm compromisso com o seu serviço, pois o avarento nunca vai buscar o interesse da obra, ou de outro irmão e sim, o seu próprio. (Sl 15.5) Leia também (At. 20.33-36)
5) – De boa reputação – Não sejam "mascarados" e que andem em dia com os seus negócios. Deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, honesto. (I Tm 3.2,8) Alguém, que seja respeitado no seio da congregação.
6) – Cheios do Espírito Santo – Isto é mais que ser batizado com o Espírito Santo. É necessário demonstrar na vida prática, nas pregações, nas orações, na comunicação, no amor, no equilíbrio, resultados convincentes. (Gl 5.22-26)
7) – Cheio de sabedoria – Refere-se a sabedoria de Deus (I Cor 1.18-31; 2.1-16), e não a sabedoria terrena, animal e diabólica (Tg 3.15). Isto não significa que devemos desprezar o conhecimento secular.
b) Legando autoridade – "Põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez". (v 21)
A expressão: "Põe-nos sobre eles", eqüivale a dizer: "Dê-lhes autoridade sobre o povo". Qualquer um que tentar desenvolver alguma atividade na igreja, sem que seja primeiramente autorizado pelo líder, será tachado de presunçoso e atrevido. Será visto como alguém que quer passar "o carro na frente dos bois". Por isso é necessário que o líder autorize a tais cooperadores exercer cargos e atividades de liderança sobre outros.
c) Atribuindo responsabilidades – "Todo negócio grave tragam a ti, mas todo o negócio pequeno eles o julguem". (v 22)
Neste momento é importante lembrar da parábola dos talentos em Mateus 25.14,15, onde Jesus deixa claro que as pessoas chamadas tinham capacidades diferentes. Por isso, foi-lhes dado atribuições diferenciadas. A um mais, a outro menos.
O conselho de Jetro é coerente com este ensino de Jesus Cristo. Ele diz para Moisés distribuir cargos de lideranças de maneira diferenciada: "Maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta e maiorais de dez".
Em tudo que foi dito, o mais importante é lembrar que administrar bem, é repartir a carga com outros cooperadores, de maneiras que a obra seja realizada satisfatoriamente.
Vejamos o conceito de alguns personagens bíblicos, em relação a obra de Deus:
a) Jetro – "Negócio mui difícil" (Êx 18.18);
b) Neemias – "Uma grande obra". (Ne 6.3);
c) Apóstolos – "Importante negócio". (At 6.3);
d) Paulo – "Excelente obra". (I Tm 3.1).

VI – RESULTADOS DE UMA BOA ADMINISTRAÇÃO
São inúmeros os resultados benéficos, emergentes de uma boa administração. Além de promover maior dinamismo na obra, os membros se sentem mais confiantes na liderança, pois vêem suas reivindicações atendidas no tempo certo. E por último:
1. O líder fica mais aliviado – "A ti mesmo te aliviarás da carga". (v 22)
Um líder aliviado das pressões dos grandes problemas, que são comuns à grandes obras, tem mais tempo para refletir, para orar, para meditar na palavra de Deus, consequentemente, melhorará as suas pregações e os seus ensinos bíblicos, acarretando em maior aprendizado para todos.
Os grandes problemas serão trazidos pelos cooperadores ao líder e os problemas menores eles mesmos solucionarão.

2. Os liderados tornam-se mais participantes – "Eles a levarão contigo". (v 22)
"A união faz a força". Três pedreiros trabalhando juntos levantarão com maior eficiência, menos esforço e em tampo mais reduzido uma casa, do que um só pedreiro, por mais habilidoso e capaz que seja.
Uma igreja bem administrada, torna-se em uma igreja operosa. (I Ts 1.3) Pois todos têm a oportunidade de participar. O dinamismo e o sucesso, são garantidos.

CONCLUSÃO
Aprendemos com os conselhos de Jetro. Foram conselhos sábios, orientados pelo próprio Deus, e que funcionaram.
Se você irmão, está nessa situação, mude a sua história, mudando a sua maneira de administrar a obre. Reparta com outros a responsabilidade de levar a obra até o fim, quando então, todos receberão a recompensa. (1 Cor. 3.13,14; 15.58)

Fonte: www.casadeoracaopentecostal.com.br/biblioteca/.../admin_eclesia.doc. Acesso em: 28/02/2010, às 12:10.